VerdadeSejaDita

Sugestão para o dia das mães

Publicado por Gabriel Lage Neto em 6 06UTC Maio 06UTC 2009

Neste dia das mães o melhor presente que você pode dar para a sua é este: nenhum. Quero dizer, nenhum presente material, nada do que anunciam incansavelmente na televisão que sua querida mãe merece. Nada de celulares, aparelhos de DVD, sapatos, roupas ou jóias, isso é papo furado de publicitário.

No lugar dessa parafernália supérflua e sem valor dê o que toda mãe quer de verdade, tudo bem, algumas até valorizam essas bobagens supérfluas, mas com certeza também apreciarão imensamente o que você tem a dar: amor.

No final das contas, todos os bens materiais exaustivamente comprados e pagos naquelas parcelas a perder de vista só dão alegria mesmo para as mães dos seus fabricantes e revendedores. A alegria da sua mãe por receber o presente dura o que? Na melhor das hipóteses, se ela gostar do que ganhou, um mês, ou até o celular quebrar, a roupa manchar e o sapato perder o salto, o que acontecer primeiro.

Amor de filho é um bem imperecível, com garantia pra vida toda e mais um pouquinho. Transforme esse dia criado pelo capitalismo apenas com o fim de lhe endividar e ganhar mais um dinheirinho em uma oportunidade de demonstrar seu carinho por sua mãe.

Ficamos combinados assim, então: Esqueça os shopping centers lotados e dedique o dia inteiro somente àquela que lhe ama com ou sem presentes nas mãos. No final ficará a certeza que dinheiro nenhum pode comprar, mesmo com todas as diferenças e desacordos, o amor de mães e filhos é um dos mais valorosos existentes.

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Um post que realmente vale a pena

Publicado por Gabriel Lage Neto em 11 11UTC Março 11UTC 2009

Desde que comecei com esse negócio de blog nunca tive vontade nem simpatizava com a idéia de postar um texto de outra pessoa só porque eu o achava muito bom.

Mas como estou em uma entressafra criativa acho que não pega tão mal.

Mas primeiro a explicação:

Esse é um texto do Antonio Prata, que recebi por e-mail em 2005, enviado por um dos meus grandes melhores amigos. Achei o texto muito bom e me identifiquei de cara, apesar de, na época, só me considerar meio intelectual. Eu não entendia que ser de esquerda, ou meio de esquerda não tem nada a ver com partido político e sim com posições e interesses politícos e civis.

Enfim, enquanto nada criativo sai da minha mente, fiquem com o texto do Antonio Prata:

Bar ruim é lindo, bicho
Antonio Prata

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de cento e cinqüenta anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de cento e cinqüenta anos, mas tudo bem).

No bar ruim que ando freqüentando ultimamente o proletariado atende por Betão – é o garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas, acreditando resolver aí quinhentos anos de história.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar “amigos” do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura.

– Ô Betão, traz mais uma pra a gente – eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte dessa coisa linda que é o Brasil.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte dessa coisa linda que é o Brasil, por isso vamos a bares ruins, que têm mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gâteau e não tem frango à passarinho ou carne-de-sol com macaxeira, que são os pratos tradicionais da nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gâteau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, gostamos do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne-de-sol, uma lágrima imediatamente desponta em nossos olhos, meio de canto, meio escondida. Quando um de nós, meio intelectual, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectuais, meio de esquerda, freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim.

O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e, um belo dia, a gente chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e, principalmente, universitárias mais ou menos gostosas. Aí a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevette e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.

Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantêm o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam cinqüenta por cento o preço de tudo. (Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato). Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se dão mal, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão Brasil, tão raiz.

Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda em nosso país. A cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelos Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gâteau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda que, como eu, por questões ideológicas, preferem frango à passarinho e carne-de-sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca, mas é como se diz lá no Nordeste, e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o Nordeste é muito mais autêntico que o Sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é bem mais assim Câmara Cascudo, saca?).

– Ô Betão, vê uma cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?

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Um post sem relevância alguma

Publicado por Gabriel Lage Neto em 7 07UTC Março 07UTC 2009

Não escrevo aqui há bastante tempo, a razão é a pura falta de vontade. Meu objetivo inicial ao criar esse blog era escrever sobre temas variados, como sempre fiz, só que isso não me atrai mais. Minha vontade agora é escrever somente sobre comunicação e suas áreas afins, mas ainda não me bateu aquela inspiração.

Há pouco tempo fiz um trabalho sobre a Indústria Cultural e a influência da publicidade na sociedade contemporânea que me orgulhou muito. Pensei em encurtá-lo um pouco e postar aqui, ou então publicá-lo por partes, mas ainda não decidi. Provavelmente vou fazer outra coisa, como transformá-lo em artigo para tentar publicar em alguma revista.

Concluindo portanto, acredito, e espero, que o desânimo seja temporário e em breve eu me sente e escreva alguma coisa válida. Por enquanto vou re-lendo meu exemplar de O herói de mil faces de Joseph Campbell. Odeio fazer propaganda, ao contrário daquelas pessoas que usam roupas com os logotipos das marcas estampados no peito, mas esse é um livro que vale muito a pena.

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Adeus Ano Velho

Publicado por Gabriel Lage Neto em 1 01UTC Janeiro 01UTC 2009

Sempre digo que as únicas informações que eu guardo na memória são as besteiras sem valor algum. A maioria das coisas que são realmente importantes ou interessantes eu acabo esquecendo.

A prova disso é que eu estava pensando em algo para escrever neste novo ano e me lembrei daquela detestável e grudenta música de fim, ou começo, de ano da Rede Globo, que começa assim: Hoje é um novo dia, de um novo tempo, que começou. Sempre tive um problema com essa música, devido aos seguintes versos: Nesses novos dias, as alegrias, serão de todos é só querer. Todos nossos sonhos serão verdade, o futuro já começou.

O que mais me incomodava, e ainda incomoda, bem menos, é verdade, mas incomoda, nem é o fato de ela dizer que todos serão alegres, basta querer, o que para mim é uma sacanagem das grandes com os maníaco-depressivos. O que realmente me incomodava era a pressão, talvez existente só na minha cabeça, para que todos se esforçassem para concretizar seus sonhos, pois o futuro já está aí, batendo na sua porta, e quando você menos perceber vai estar velho e não vai ter realizado porcaria nenhuma na vida, seu idiota. Ok, se todos os sonhos serão verdade, desejo parar de querer escrever textos pseudo-engraçadinhos e descambar no pessimismo-fundo-de-poço.

Para fugir um pouco desse pensamento, forcei a memória e me lembrei de outra canção bastante apropriada para esta época do ano, que também sempre achei meio melancólica: Mais um ano vai, mais um ano vem, rolou tanta coisa e tudo bem. Se você pensou e não realizou, tudo se resolve no ano que vem. Pra recomeçar, pra comemorar, paz, muita saúde e amor também. Apesar da melancolia é uma música até bacana, talvez exista uma luz no fim do túnel mesmo. Munido de bons pensamentos, entrei na Internet e fui pesquisar a sua procedência, coisa que foi, infelizmente, mais fácil do que eu imaginava. Trata-se de um antigo jingle de cerveja, cujos versos finais são deploráveis: E muita grana, trabalho, fama. É o que a Brahma vem desejar.

Desisto de relembrar canções pertinentes e apenas quero desejar a todos um feliz 2009, cheio de paz, amor, felicidades, fartura, saúde e tudo de bom. E também menos televisão ruim e mais livros interessantes para os nossos olhos e menos, bem menos, jingles publicitários e mais músicas de qualidade para os nossos ouvidos.

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Sindicato Reloaded

Publicado por Gabriel Lage Neto em 7 07UTC Dezembro 07UTC 2008

sindi

Conforme prometido, embora com dois dias de atraso,  eis a segunda foto do Sindicato dos (agora sim) Urbanitários do PA (tudo bem, é perdoável que com a inclusão do S o Pará seja suprimido).

Até hoje tenho certeza que o Câmera do Cotidiano foi o grande responsável pela reforma da fachada.

Reparem que com o tempo entre uma foto e a outra minhas técnicas fotográficas evoluiram tanto quanto o conhecimento gramatical do pintor, esta não está tão torta quanto a anterior.

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Câmera do Cotidiano, a ressureição

Publicado por Gabriel Lage Neto em 28 28UTC Novembro 28UTC 2008

Depois desse post e desse aqui, me deu uma vontade de ressucitar meu falecido fotolog, o Câmera do Cotidiano. Infelizmente não tenho nenhuma foto atual que valha a pena a postagem, então vou recomeçar pelo começo, com as fotos clássicas.

urbanitario

Essa foi a primeira foto do fotolog, do tempo que eu ainda não sabia tirar a data da minha velha Samsung de 1.3 megapixels. Ela nem precisa ser explicada, na próxima sexta-feira vou postar outra com a nova pintura da fachada do Sindicato dos Urbanitário do Pará, tirada aproximadamente um ano depois dessa.

P.S.: Acredito que o prédio originalmente não seja torto, atribuo a “inclinação” à minha inabilidade com câmeras fotográficas.

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A não tão grande família

Publicado por Gabriel Lage Neto em 24 24UTC Novembro 24UTC 2008

É impressionante o número de pessoas que entra aqui no blog procurando por teste de Q.I. Algumas buscas são específicas e procuram Teste de Q.I. para adolescentes ou Teste de Q.I. do Orkut (o que será isso?), mas a maioria mesmo procura por Teste de Q.I. da Família. O negócio é que escrevi, há um tempo atrás, um post sobre joguinhos online em flash, aqueles com os quais gastamos nosso tempo quando deveríamos estar fazendo aquele relatório no trabalho ou estudando pra prova de amanhã, e indiquei o famigerado joguinho da família que não é muito unida mas é muito ouriçada.

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Porém, grande parte dessas visitas não é nada besta e também pesquisam “como passar a família para o outro lado do rio”. De saco cheio dessa arrumação, decidi passar a família, o cachorro e o papagaio para o outro lado do rio e ir anotando todos os passos para postar aqui, o problema é que não fazia isso há anos, e resolver a charada foi bem difícil, depois de uns dez minutos tentando, finalmente consegui.

Sem mais delongas aqui vai o Guia Definitivo Do Teste de Q.I. da Família:

- Os primeiros a atravessar o rio são o Policial e o Bandido;
- O Policial volta sozinho;
- Agora vai o Policial com um Menino;
- O Policial e o Bandido voltam;
- O Pai leva mais um Menino;
- O Pai volta sozinho;
- O Pai vai com a Mãe;
- A Mãe volta sozinha;
- O Policial vai com o Bandido;
- O Pai volta sozinho;
- O Pai vai com a Mãe;
- A Mãe volta sozinha;
- A Mãe leva uma Menina;
- Voltam o Policial e o Bandido;
- O Policial leva mais uma Menina;
- O Policial volta sozinho;
- Finalmente, o Policial leva o Bandido;
- Todos comemoram alucinadamente.

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Pronto, agora você pode dizer por aí que tem Q.I. o suficiente para distinguir uma pedra lascada de uma pedra polida.

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Atropelo

Publicado por Gabriel Lage Neto em 18 18UTC Novembro 18UTC 2008

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Tiradas em 18/11/08

Esquina da Alameda Casa Branca com a Alameda Santos. São Paulo – SP

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Regina Casé e a inclusão digital

Publicado por Gabriel Lage Neto em 17 17UTC Novembro 17UTC 2008

É engraçado (leia-se trágico) como a Regina Casé consegue fazer uma leitura otimista das realidades brasileiras mais tristes. Eu estava vendo um pedaço do Fantástico ontem a noite e coincidiu justamente de ser na hora do quadro apresentado por ela, o Central da Periferia. O quadro foi sobre lan houses, salas de acesso à Internet, que parecem se reproduzir assustadoramente nas periferias do Brasil. A apresentadora narrou toda pimpona o sucesso de um ex-porteiro que conseguiu migrar para uma classe econômica melhor quando abriu uma lan house, dentre outras histórias de outros empresários do meio igualmente bem sucedidos. Palmas para esses empresários que conseguiram se virar e obter sucesso com seus empreendimentos, o que é extremamente difícil em um país como o nosso.

O problema é que a matéria foi completamente falha quando não só ignorou que essas salas são uma das causas mais fortes da evasão escolar e desencaminhamento de menores, como, em alguns momentos, afirmou justamente o contrário. Não digo isso sem embasamento, é fato no Orkut o número de pré-adolescentes não só habitantes da periferia, mas provenientes de todas as classes socio-econômicas, escrevendo um português macarrônico, postando fotos semi pornográficas e trocando mensagens com adultos não muito bem intencionados.

Não tenho a informação se existe uma legislação sobre o acesso de menores a lan houses, sei que na maioria é obrigatória a apresentação de RG, não sei como funciona na periferia e o programa não se importou em abordar o assunto.

Eu preferia, definitivamente, quando a Regina Casé fazia aquele programa humorístico com o Luiz Fernando Guimarães e não morava em um mundo cor-de-rosa onde tudo é digno de aplauso.

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Inclusão social ou campanha “Desligue a TV e vá ler um livro!”

Publicado por Gabriel Lage Neto em 5 05UTC Novembro 05UTC 2008

Tá certo que o Superpop, programa exibido pela RedeTV! e apresentado pela Luciana Gimenez, é ruim, sem conteúdo, mal feito, mal apresentado, mal dirigido, mal editado, dentre outras qualificações extremamente negativas. Mas ninguém pode dizer que ele não pratica inclusão social. Em qual outro programa, de qual outra rede tanta mulher feia tem espaço?

A beleza da mulher brasileira

Sabrina Boing Boing, Mulher Melância e Sheila Hershey, apenas algumas das beldades que circulam regularmente pelo Superpop.

Luciana Gimenez, o povo brasileiro lhe agradece por mais um forte motivo para deixar a televisão desligada e ir ler um livro.

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