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Muito tempo livre

Publicado por Gabriel Lage Neto em 08/09/2008

Não é necessário muito para que eu desvie minha atenção das coisas que realmente devo fazer quando estou usando o computador. Mesmo que eu esteja fazendo algo muito importante a menor distração me faz perder horas e horas.

Um ótimo exemplo disso são aqueles joguinhos disponíveis online.

Há uns bons anos atrás meu pai me mandou por e-mail um link para um jogo onde o objetivo era utilizar um barquinho para passar uma familia inteira, um policial e um presidiário de um lado de um rio para o outro. Só pela sua premissa o jogo era bastante estranho, o que uma família aparentemente normal (já já explico esse aparentemente) faz na beira de um rio acompanhada de um policial e um presidiário?

Explicando o aparentemente: Para começo de conversa essa é uma família bastante estranha, ela é formada por um pai, uma mãe, duas filhas e dois filhos (sendo um adotado ou fruto de uma escapulida da mãe, já que esta tem cabelos roxos, o pai cabelos castanhos e o moleque nasceu com os cabelos verdes). Descobrimos, lendo as instruções, que a mãe não pode ficar sozinha com os moleques, senão ela desce o sarrafo neles, o pai também não pode ficar sozinho com as meninas, por que também curte dar umas porradas nelas (em vez de dar uns tapas no pequeno bastardo de cabelos esverdeados).

O policial e o presidiário também não são muito normais. o policial não é dos mais espertos, ele tem um par de algemas nas mãos e deixa o o presidiário (que mais parece uma versão mirim da Wilma Flintstone) livre, em vez de algemar o delinquente, jogá-lo na outra margem do rio e voltar para resolver a pendenga familiar.

Enfim, é um joguinho deveras estranho, mas é daqueles que nos fazem perder horas tentando chegar ao fim. Prova disso é que até o motorista do orgão no qual eu trabalhava na época passou algumas dezenas de minutos tentando levar os malditos bonequinhos de um lado do rio para o outro.

Por que esse assunto agora? Porque há um tempinho atrás o Orkut, esse grande ladrão de horas na Internet, disponibilizou um aplicativo bem simples, mas bastante viciante, o Buddypoke. Sendo o Orkut utilizado por uma parcela crescente de pré-adolescentes e adolescentes, imagino quanto tempo esse pessoal deve perder escolhendo os penteados, roupas, cores e frufrus intermináveis dos bonequinhos, e depois mais um tempão beijando, abraçando e dando flores para as centenas de amigos, ou, para os não tão amigos: socos, rasteiras e chutes (os bonequinhos podem ser bonitinhos, mas também são ordinários).

O fato é que não são somente os adolescentes que perdem seu precioso tempo com o Buddypoke, quando eu menos percebo, estou lá brincando com o meu mini-me.

Para terminar, algumas dicas e uma dúvida que me veio à mente agora.

Primeiro as dicas de jogos on-line bem bacanas:

Teste de Q.I. (o supracitado jogo da familia esquisitona)
Viking Quest
Dangerous Dave and Brutal Bob
Diesel and Death (um dos meus preferidos)
Crimsom Room
Viridiam Room

Agora a dúvida:

O que meu pai, que, com toda a certeza do mundo, é a pessoa com menos tempo livre que eu conheço, estava fazendo jogando o joguinho da família?

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