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Mais Rick Astley

Publicado por Gabriel Lage Neto em 28/10/2008

Ainda estupefato com o vídeo abaixo (Rick roll), me peguei pensando que o que as musicas do Rick Astley têm de bregas elas têm de legais. Aliás, acredito que isso se aplica a muitas coisas, pode ver: quase tudo que cruza as barreiras da “ruindade” acaba se tornando muito legal.

Ainda não deu pra convencer? Dá uma olhada aí nesse Top 3 da música brega estrelando ele (claro), Rick Astley.

Keep It Turned On (Remix)

Começamos com a versão remixada deste que parece ser um dos últimos clássicos do mestre. Infelizmente não achei o videoclipe original da música, na verdade nem sei se ele existe, porém podemos ficar com a simpática imagem de Rick deitado no seu confortável banco de madeira, segurando um chapeuzinho.

Na letra ele chama a atenção de alguém que só sabe reclamar da vida e acha que a grama não está verde o bastante. Rick aparenta saber das coisas, lá pelo meio da música ele dá uma de filósofo: A vida é o que você faz dela, baby, yeah!

Curiosidade: Após a primeira audição desta canção, lá pelos idos de 2004, meu amigo Herodes Moçambique criou a comunidade “Analisando Letras de Músicas – Rick Astley”. Depois de dois anos como único membro, Herodes mudou o nome para “Durmo com meu celular ao lado – Só VIPs” e alcançou o estrelato virtual. Quando o número de membros da comunidade ultrapassou os seis dígitos ele a vendeu por uma fábula. Herodes hoje só quer saber de tomar caipirinhas em praias do Nordeste, sempre ao som de Rick Astley.

Together Forever

Nosso herói começa o vídeo dando um baita de um empurrão numa moça de boina vermelha. Se fosse outra pessoa em seu lugar ela teria apenas murmurado um palavrão e seguido adiante, mas com Rick Astley a coisa é diferente, ele consegue transformar a situação embaraçosa em um flerte maroto.

Começa a música, Rick mostra todo seu suingue e simpatia junto a sua trupe de dançarinos, por enquanto só nos resta curtir o refrão: Together forever and never to part, together forever we two…

Enquanto isso, vemos Rick ligando para a garota, Percebam que ela é uma paranormal, pois antes mesmo de atender ao telefone já sabia quem estava do outro lado da linha, vejam a alegria da jovem ao tirar o fone do aparelho. Notem também que além de paranormal, ela é muito carente, ou é tão doida quanto o Rick, pois após ele se identificar dizendo algo do tipo “Alô, aqui é o Rick Astley, eu dei um esbarrão em você hoje pela manhã, roubei uma foto que tinha seu telefone anotado e agora estou lhe ligando”, o seu sorriso se alarga ainda mais. Qualquer um em seu lugar desligaria o telefone no ato e chamaria a policia.

Atenção aos 02:11 minutos do clipe, Rick é cercado por suas dançarinas que tascam algumas beijocas em suas bochechas, Rick se mostra impassível, apenas dá uma olhadinha para cima como quem diz “Eu sou foda mesmo”, e segue dançando e rodando até o final do clipe.

Curiosidade: Repare que primeiro a moça desliga o telefone, depois é a vez do Rick, a câmera corta para ele e os bailarinos gingando e fazendo suas dancinhas. Até aí tudo normal, acontece que depois Rick é mostrado falando ao telefone, mas com quem, se a paquerinha lá já tinha desligado? Só nos resta concluir que o sucesso já estava subindo à sua cabeça e fritando seu cérebro, isso há mais de vinte anos atrás. Imaginem em que estado está a mente de nosso herói hoje em dia.

Never Gonna Give You Up

Claro que este clássico não poderia faltar nesse Top 3. Não tenho muitas observações, já que no próprio vídeo várias informações esdrúxulas a respeito da sua produção foram feitas. Porém lembre-se sempre, Rick Astley nunca irá desistir de você, nunca vai lhe decepcionar, nunca vai correr por aí e lhe deixar, nunca vai lhe fazer chorar, nunca vai dizer adeus, nunca vai contar uma mentira e lhe machucar.

Curiosidade: Quem é essa figura se jogando na redinha aos 02:07 minutos?

Bônus:

Cry For Help

Nunca gostei dessa música chata.

Hold Me In Your Arms

Perceba aos 03:09 minutos o senhor de chapéu que tenta disfarçar seu desconforto dando tapinhas nas costas do Rick enquanto ele o está holdando em seus arms.

É isso aí, agora chega de Rick Astley por aqui.

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Andando Reto

Publicado por Gabriel Lage Neto em 16/10/2008

Então, vamos lá! O segundo da série Os 100 Melhores Filmes Que Eu Já Assisti:

Johnny e June, filme baseado nas biografias Man In Black e Cash: The Autobiography escritas pelo próprio Johnny Cash.

Breve ficha técnica:
Título original: Walk The Line
Ano: 2005
Diretor: James Mangold
Roteiristas: James Mangold e Gil Dennis. Baseados nos relatos de Johnny Cash (Man In Black / Cash: The Autobiography) e Patrick Carr (Cash: The Autobiography)

Confesso que conhecia absurdamente pouco sobre o Johnny Cash quando vi o filme pela primeira vez. Eu havia acabado de chegar à São Paulo, tinha visto alguns pôsteres promocionais nos cinemas de Belém, e resolvi conferir a história do músico country norte americano. Gostei tanto que em menos de uma semana fui novamente ao cinema assistir novamente (minha vida na época era bem mais simples do que é nos dias atuais, ainda não tinha passado na seleção da pós da USP, por conseqüência devo ter visto todos os filmes que estavam em cartaz).

O filme dá uma breve pincelada na infância de Cash (Joaquin Phoenix), talvez para justificar seus atos na maturidade ou apenas para mostrar suas origens mesmo. Logo depois pula para sua busca por uma gravadora, reconhecimento de suas canções, o inevitável alcance do estrelato e o encontro com June Carter (Reese Whiterspoon), de quem era fã desde criança.

O título original “Walk The Line” é obviamente mais pertinente à história. Já que fica bem claro o que é que Cash tem que fazer para conseguir o que tanto busca durante o filme inteiro.

Novamente é necessário citar a Jornada do Herói de Joseph Campbell, já que o protagonista percorre praticamente todos os seus estágios, tais como o Mundo Comum, o Chamado da Aventura, Encontro com o Mentor, O Primeiro Portal, Provações, Recompensa, Ressurreição do Herói e, principalmente, o Regresso com o Elixir.

Recomendo fortemente o filme, principalmente para os homens que, como eu, são persistentes e fiéis às suas vontades e às mulheres que conseguem enlouquecer qualquer marmanjo.

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O Padrinho

Publicado por Gabriel Lage Neto em 26/09/2008

 

Comecemos então pelo começo. O filme inaugural da série os 100 melhores filmes que eu já assisti não poderia ser outro senão o meu preferido, e de qualquer pessoa com alguma noção do que é bom cinema: O Poderoso Chefão.

 

Breve ficha técnica:

Título original: The Godfather

Ano: 1972

Diretor: Francis Ford Coppola

Roteiristas: Francis Ford Coppola e Mario Puzo

Baseado no livro homônimo escrito por Mario Puzo

 

Quem quer que assista a este filme prestando o mínimo de atenção perceberá que estão presentes ensinamentos preciosos que são repassados através de vários elementos mitológicos: a volta do filho pródigo, a hereditariedade de poder, etc, etc.

 

Para não estragar para quem não assistiu a película ainda (o que é uma vergonha), só algumas pinceladas:

 

O filme se inicia mostrando o Mundo Real dos Corleone: O agente funerário Bonasera (Salvatore Corsitto) vai chorar suas pitangas para o Don Vito Corleone (Marlon Brando), porque dois jovens americanos violentaram sua filha. Para começo de conversa, esse tal de Bonasera é um italiano muito do seu fuleiro: foi pra América, ficou rico, não quis se juntar aos seus compatriotas por que ficou com medinho de ter problemas com a justiça, só por que a italianada ganhava dinheiro de modo alternativo. Agora que a justiça americana lhe deu as costas ele vem até os Corleone pedindo por justiça.

 

Essa é somente uma das diversas reuniões do velho Don, e isso por que é o dia do casamento de sua filha mais nova, Connie Corleone (Talia Shire) com Carlo Rizzi (Gianni Russo), que é outro safado pior que o Bonasera (que, mais tarde vai retornar o favor ao Don). Mas a história do Carlo fica para quem assistir ao filme.

 

Esse é o cotidiano da Família Corleone, a família mafiosa mais respeitada da América. Durante a lei seca o jovem Vito faturava contrabandeando bebidas, dentre outras atividades ilegais. Nos anos 40 ele já é o mais poderoso chefe da máfia nova iorquina, é aí que as coisas começam a se complicar para a família. Depois de sofrer um atentado, Vito passa o posto de chefe da família para seu filho mais novo, Michael (Al Pacino) que segue todos os passos da Jornada do Herói descrita por Joseph Campbell.

 

Em suma, é um filme excelente. Atores de primeira linha (James Caan, Robert Duvall, John Cazale, etc.) atuando na sua melhor fase, perseguições de carro, tiroteios e gente morrendo a todo instante. Em uma só palavra: fenomenal.

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Listas

Publicado por Gabriel Lage Neto em 22/09/2008

Sim, eu gosto de listas. Sempre que avisto uma publicação que enumera os 100 melhores contos brasileiros, os 50 discos indispensáveis, os 10 filmes mais violentos de todos os tempos, etc, etc, fico com vontade de conferir, muito embora, na maioria das vezes, a pessoa que elaborou as tais listas saiba tanto sobre o assunto quanto eu, não muito.

Outro dia um colega do Mestrado me mostrou a primeira edição da revista Maxim brasileira, já tinha ouvido falar da versão inglesa e me interessei bastante sobre uma chamada na capa que dizia exatamente isso: 100 filmes que todo homem que se preza deve ver.

Abri direto na matéria, não achei nada demais (nem na reportagem, nem na revista em geral). Sim, modestamente, admito ter assistido a aproximadamente 80% dos filmes sugeridos, mas, caí novamente na mesma dúvida, quem selecionou esses filmes e quais critérios foram utilizados para esta escolha?

Eu mesmo, por mais que tente, não consigo elaborar meu Top 5 de melhores filmes, muito menos meu Top 10, é muito pouco, sempre vários ficam de fora. É óbvio que o Top 3 é moleza: O Poderoso Chefão I, O Poderoso Chefão II e O Poderoso Chefão III (tudo bem, o terceiro filme entrou nesse ranking mais por questões de afeto do que por merecimento).

Então, resolvi fazer aqui não um Top 100 de filmes obrigatórios, mas uma lista de sugestões dos 100 melhores que já assisti. Não será uma lista intelectualóide nem metida a besta, em matéria de cinema eu assisto desde Cidadão Kane até Hancock. Não sou nenhum Rubens Edwald Filho, graças a Deus.

Então é isso, em breve o primeiro post sobre Os 100 Melhores Filmes Que Eu Já Assisti. Será interessante, visto que, se me faltar assunto terei pelo menos 100 posts à disposição para enrolar por aqui.

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Recordar é viver, embromar também

Publicado por Gabriel Lage Neto em 12/09/2008

Não, apesar do título, este post não é uma embromação. Geralmente o final da semana é bem mais corrido para mim do que os outros dias, estou fazendo quatro disciplinas no Mestrado e é texto para ler que não acaba mais. Some-se a isso um seminário que estou assistindo lá, palestras excelentes com professores brasileiros e espanhois que com certeza no final vão render bons devaneios por aqui.

Enquanto isso, não gostaria de deixar isso aqui parado, então resolvi linkar alguns textos que gosto muito do meu falecido blog. Não que alguém vá ler, mas pelo menos procurar os textos serviu para me deixar ocupado enquanto espero a hora de ir para a aula.

Pense Grande

Ok, esse decididamente não é um texto do qual eu goste muito. Mas ele foi o primeiro do Blog e achei relevante linkar aqui. É uma crônica muito da sua pretensiosa, metida a auto-ajuda de quinta categoria.

Declarações sobre a Matinta Perera

Esse é muito bom. Em 2005 eu estava no último ano da faculdade de Letras, no meu trabalho de conclusão de curso resolvi juntar as duas disciplinas que eu mais gostava: Literatura Amazônica e Literatura Comparada. No decorrer da elaboração do projeto precisei fazer algumas entrevistas com pessoas que tivessem tido contato ou conhecessem histórias de pessoas que tiveram contato com o Curupira ou com a Matinta Perera. Sem dúvida essa foi a melhor parte do trabalho. O texto desse post é um fragmento do depoimento do Jesiel, um trabalhador do Ver-O-Peso, mercado de Belém, que tinha algumas histórias para contar sobre a Matinta Perera, muito bom mesmo.

Declarações sobre o Curupira

Mesma história do post anterior. Só que agora é um depoimento sobre o Curupira feita pela dona Beth Cheirosinha, que também tem uma barraca no Ver-O-Peso.

Lei de incentivo ao banho

Um post bem engraçadinho. Escrevi depois de ter passado momentos agradáveis ao lado de pessoas que não levam em consideração a higiene pessoal e o direito do próximo de respirar pelo nariz.

Igual a Tudo na Vida e Mais “Igual a Tudo na Vida”

Dois posts com comentários a respeito do filme Igual a Tudo na Vida (Anything Else), escrito e dirigido pelo Woody Allen.

Equanto isso, em uma praia qualquer…

Um pequeno conto praiano.

Sensações

Outro conto, esse é um dos meus preferidos.

Ken Park

Um rápido comentário sobre o filme Ken Park.

Pequeno Manual Prático Para Sobreviver Em Cidades Estranhas Gastando o Mínimo Possível – PMPPSECEGOMP

Esse eu escrevi nos meus primeiros dias Em São Paulo, enquanto aguardava minha vez de ser entrevistado pelos professores da especialização. Infelizmente não consegui seguir o manual a risca.

Para o que a vida mandar

Um pequeno conto bem chatinho.

Fernando e Ana Rosa

Um micro conto. Apesar de ser bem pequeno é um dos meus preferidos também, um dia pretendo trabalhá-lo melhor. Sim, o nome da personagem foi inspirado na estação de mêtro.

Encontros e Desencontros

Não sei como classificar esse texto, acredito que seja uma crônica. Só sei que gosto muito.

Amor em tempos de Papa

Escrevi esse na ocasião da visita do Papa Bento XVI ao Brasil, espero não ir para o inferno por causa disso.

Esperanças

Todo mundo espera alguma coisa.

Concurso

Dei uma melhorada no conto Sensações para participar de um concurso. Não ganhei nem um mentex, mas gostei muito mais dessa versão.

Manipulação

Um continho engraçadinho.

Confissões

Um texto no qual eu confesso ser o causador de todos os males do mundo.

Por favor

Também não sei como classificar esse, na verdade nem sei se gosto dele.

É bom… Mas é melhor ainda…

Outro inclassificável. Acredito que valha a leitura.

Retrospectiva 2005

Não sei por que diabos resolvi re-postar esse texto de 2006 nesse blog. Não tenho a menor idéia por que o estou linkando novamente aqui.

E é isso aí, vinte e um textos linkados. Confesso que esperava encontrar bem menos coisas aproveitáveis. Se houver alguma boa alma disposta a ler pelo menos um deles, peço paciência e compreensão, na época pontuar textos equivocadamente era quase um hobby para mim.

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